quarta-feira, 25 de julho de 2007

O esgotamento do ser

«E dar as rosas era quase tão bonito como as próprias rosas», escreveu Clarice Lispector no seu conto «A Imitação da Rosa». Fui buscá-lo esta noite, talvez pela necessidade de encontrar no pensamento alheio um enunciado do que seja a amabilidade na generosidade de aceitar. Achei-o na sua frase «a uma coisa bonita faltava o gesto de dar». Uma mulher que assim pensa, entrega-se à vida, para que ela lhe esgote o ser. Disse-o: «Através de meus graves erros — que um dia eu talvez os possa mencionar sem me vangloriar deles — é que cheguei a poder amar. Até esta glorificação: eu amo o Nada».

4 comentários:

Su disse...

gosto desse teu gostar.......

jocas maradas

Anônimo disse...

"nórdica"....a passagem.



:))))))))))))
____________________.


imf.

Cinza disse...

E essas rosas tão só dela mesma mulher-criança... vide conto "Cem anos de Perdão"

hora tardia disse...

e eu amo o nada....
tb.



beijo.


____________de um norte . nórdico.